Carteiras de Fósforos - Garage Atomico (Vigo)

Porque a passada 6.ª feira foi dia 13, talvez venha a propósito esta curiosa carteira de fósforos que, em bom galego nos fala da tradição da Queimada:

Uma tradução IA:

CONJURO

Mochos, corujas, sapos e bruxas. Demónios, trasgos e diabinhos, espíritos das nevoentas veigas.

Corvos, salamandras e meigas, feitiços das curandeiras.
Pobres canas furadas, lar dos vermes e bichos. Fogo das Santas Companhias, mau‑olhado, negros feitiços, cheiro dos mortos, trovões e raios. Uivo do cão, presságio da morte; focinho do sátiro e pé do coelho. Língua pecadora da má mulher casada com um homem velho. Inferno de Satã e Belzebu, fogos dos cadáveres ardentes, corpos mutilados dos indecentes, peidos dos cus infernais, mugido do mar enfeitiçado.

Língua inútil da mulher solteira, fala dos gatos que andam no cio, madeixa porca da cabra mal parida.

Com este fole levantarei as chamas deste lume que se assemelha ao do inferno, e fugirão as bruxas montadas nas suas vassouras, indo banhar‑se na praia das areias gordas.

Ouvi, ouvi! os rugidos que dão as que não podem deixar de se queimar no aguardente, ficando assim purificadas.

E quando esta beberagem descer pelas nossas gargantas, ficaremos livres dos males da nossa alma e de todo o embruxamento.

Forças do ar, terra, mar e fogo, a vós faço este chamamento: se é verdade que tendes mais poder que a gente humana, aqui e agora, fazei com que os espíritos dos amigos que estão fora participem conosco desta queimada.




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